Cultura que vende feedback como presente, mas entrega ataque emocional mal embalado, sem contexto, sem preparo e sem responsabilidade. O feedback vira obra civil: exige capacete, isolamento de área, termo de ciência e acompanhamento psicológico do café. Disseram que feedback era presente. Mas mandaram todo mundo colocar capacete. Tinha colete. Tinha óculos de proteção. Tinha fita zebrada na sala. Tinha um formulário chamado “ciência de impacto emocional”. O gestor sorriu e disse: “Vou falar para…
ver tudo
A cultura estava linda na parede. Tinha respeito. Tinha transparência. Tinha colaboração. Tinha “pessoas em primeiro lugar”. Na prática, ninguém podia discordar, ninguém sabia quem decidia, todo mundo sorria na foto e chorava no banheiro do terceiro andar. O quadro estava alinhado. A equipe, nem tanto. Cultura que só aparece na parede não é cultura. É decoração com crachá.
ver tudo
A pesquisa era anônima. Só precisava preencher: nome completo, área, cargo, gestor direto, CPF emocional, nível de sinceridade pretendida, e uma breve justificativa para qualquer resposta abaixo de “estou muito feliz”. A empresa reforça que todos podem falar livremente. Desde que saibam quem falou. A ideia era boa. Os humanos homologaram errado.
ver tudo