Cultura que vende feedback como presente, mas entrega ataque emocional mal embalado, sem contexto, sem preparo e sem responsabilidade. O feedback vira obra civil: exige capacete, isolamento de área, termo de ciência e acompanhamento psicológico do café. Disseram que feedback era presente. Mas mandaram todo mundo colocar capacete. Tinha colete. Tinha óculos de proteção. Tinha fita zebrada na sala. Tinha um formulário chamado “ciência de impacto emocional”. O gestor sorriu e disse: “Vou falar para…
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Pediram senso de dono. Mas a chave ficou com a diretoria. A senha ficou com o gestor. O orçamento ficou “em análise”. A decisão ficou para o comitê. E o acesso foi negado por política interna. Mesmo assim, reforçaram: “precisamos de mais protagonismo.” O colaborador tentou agir como dono, mas descobriu que era dono só da cobrança. Autonomia sem chave não é autonomia. É aluguel emocional com meta de proprietário.
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A cultura estava linda na parede. Tinha respeito. Tinha transparência. Tinha colaboração. Tinha “pessoas em primeiro lugar”. Na prática, ninguém podia discordar, ninguém sabia quem decidia, todo mundo sorria na foto e chorava no banheiro do terceiro andar. O quadro estava alinhado. A equipe, nem tanto. Cultura que só aparece na parede não é cultura. É decoração com crachá.
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A reunião começou sem responsável. Depois de 40 minutos, o sistema promoveu automaticamente o objeto mais coerente da sala. Agora a pauta continua girando, ninguém decide nada, mas pelo menos a liderança tem uma função clara. A ata registrou avanço simbólico. O calendário já marcou continuação. E a decisão, como sempre, ficou para depois. Registro encerrado: maturidade decisória indisponível.
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