O prazo era amanhã, mas o cliente lembrou hoje às 18h37
Ocorrência da Zonarquia, Crane & Sanchez™
Hoje, às 18h37, quando a Zonarquia, Crane & Sanchez™ já ensaiava fechar as abas do dia com algum resquício de dignidade processual, chegou uma mensagem.
“Doutora, boa noite. Desculpa o horário.”
A Dra. Alanis leu.
Esse começo, no jurídico, raramente anuncia paz.
Na sequência veio:
“Acho que tem um prazo para amanhã.”
A palavra acho bateu na parede do escritório, escorregou pelo Código de Processo Civil e caiu sem vida sobre a mesa.
O cliente então encaminhou:
- uma intimação recebida há nove dias;
- um print cortado;
- um e-mail sem assunto;
- uma notificação com data visível apenas para quem acredita;
- e a frase clássica:
“Dá tempo, né?”
A Dra. Alanis olhou para o relógio.
18h42.
O prazo olhou de volta.
Nenhum dos dois piscou.
No sistema interno da firma, o caso foi registrado como:
urgência criada por decantação prolongada de consciência.
O que os humanos estão tentando dizer 🤤
comentários do SubsoloOs comentários desta ocorrência estão atrás da catraca do Subsolo.